Ao ver certas notícias fico espantado com determinadas atitudes. O que vos falo agora é sobre a situação em Timor Lorosae onde a igreja está a tentar o derrube do governo. Não tem outro nome. Desde quando é que é a igreja que decide o plano de ensino dum estado livre e soberano? É explicito que a igreja tenta sempre mexer os cordelinhos, mas com o descaramento suficiente para organizar manifestações de protesto parece-me excessivo. Tudo isto só vem comprovar que Timor ainda não está preparado para se administrar sozinho. É o que normalmente acontece aos países que vivem oprimidos por regimes de ditadura ou por ocupação estrangeira, falta-lhes cultura democrática. Por qualquer motivo acham que podem derrubar o governo ou que têm o direito a desobedecer às ordens das autoridades. Agora quando essas atitudes partem de responsáveis como o bispo D.Alberto Ricardo que afirmou mesmo que se tratou de "um protesto em massa contra o regime antidemocrático imposto pelo governo". Como pode alguém que organiza uma manifestação que visa derrubar um governo democraticamente eleito acusar os outros de antidemocratas. É bom lembrar que o bispo D.Alberto Ricardo afirmou que "uma ditadura está a começar em Timor Lorosae". Tudo isto acontece perante o silêncio do Vaticano. O que não me espanta, já que nem contra o caso de padres pedófilos o Vaticano se pronuncia publicamente!
Lynndie England será julgada esta semana no tribunal militar na base de Fort Hood no Texas.A soldado de 22 anos vai ser julgada pelas sevícias impostas aos prisioneiros de guerra na prisão iraquiana de Abu Ghraib. Charles Graner, o seu companheiro nesta aventura já foi julgado em janeiro e foi condenado a 10 anos de prisão. Esperemos que tudo isto não seja apenas para mostrar à opinião pública que se fez justiça e passados alguns meses estejam cá fora. No entanto fica a dúvida sobre quantos abusos não haverá mas sem provas suficientes para acusação. Estes militares deviam ser castigados com penas exemplares para que de futuro não se repitam casos idênticos e para que os soldados se lembrem que os prisioneiros são seres humanos como eles, e que também eles próprios podem vir a ser prisioneiros de guerra!
Ultimamente muito se tem falado sobre o caso do português Ivo Ferreira detido no Dubai. Segundo as autoridades, o português está acusado de consumo de haxixe. A denuncia partiu da ex-namorada do amigo, um palestiniano que mora com o realizador português nos Emirados Árabes Unidos. O jovem incorre numa pena de prisão que pode chegar aos 5 anos por ter sido encontrado no seu apartamento os restos dum "charro", cerca de 0,2 gramas de haxixe. O pai do realizador português, o actor Cândido Ferreira já fez fortes criticas ao governo português por não estar a interferir como devia, estou a citar. Agora pergunto eu, o que é que o senhor Cândido Ferreira sabe dos passos do estado português para dizer que não estão a fazer nada? Estará bem informado? Não me parece. Mas há mais coisas que me alarmam nesta história toda. É claro que qualquer português no estrangeiro deva ser acompanhado pelas autoridades, mas lembro-me eu de tantos portugueses que estão por esse mundo fora que lutam com tantas dificuldades, pessoas de bem que só querem ganhar a vida, e que nem se fala nelas. Não considero nenhum crime fumar uma ganza, mas a verdade é que se está a fazer do Ivo Ferreira um mártir, quando na verdade se trata de um inconsciente, que certamente sabia das duras leis daquele país em relação a drogas. Espero que tudo se resolva pelo melhor para o portuga, e gostava também que de futuro houvesse tanta preocupação com todos os nossos compatriotas que andam lá por fora a ganhar a vida de maneira séria e que não deixam ficar mal o nome do nosso país!
VIGIA:2/5/2005
O Presidente da República inviabilizou a realização do referendo sobre o aborto para este ano. Parece que está enguiçada a resolução deste problema, enquanto isso há mulheres a sofrer. Já tive a oportunidade de me manifestar sobre este assunto, mas volto a pedir à classe política que faça um debate sério e que não se limitem a defender a sua bandeira. Há de parte a parte, do sim e do não, bastante incoerências, o que demonstra que certas posições são tomadas com o coração e não com razão. Entendo que os religiosos defendam o direito à vida, mas uma vida é sempre uma vida, independentemente da pessoa ter ou não alguma deficiencia. Se permitem excepções para uns casos por que não poderão extender essa transigência para outros factores? Se não terão que ser radicais, e uma vida só poderá ser interrompida por vontade de Deus. Também entendo a direita que defende a criminalização como um castigo justo, ignorando tudo o que pode estar por detrás duma gravidez indesejada e as consequencias duma educação deficiente e desadequada. Admito que até haja quem tire proveito da miséria, da falta de formação e de mão de obra barata, que é uma das consequências das dificuldades sociais que eles defendem não ser motivo para interromper uma gravidez. Só quem não conhece a realidade existente por esse país fora, por esses bairros degradados, dos bairros sociais, de toda a miséria que ainda existe e que é mais do que se pode calcular. Choca-me saber que ainda há pessoas que acham que um pobre pode ter 9 ou 10 filhos como acontecia antigamente, não compreendendo que a sociedade actualmente está mais exigente em relação à educação dos filhos e ao seu nível de vida, formação e educação. Também não aceito os que defendem a descriminalização para acabar como aborto clandestino. Não é essa a forma de combater o crime e o desrespeito pelas leis e instituições. Seria o mesmo que legalizar a droga para acabar com o tráfico, ou abolir as regras de trânsito para pôr fim às contra-ordenações. Devemos ouvir todas as partes envolvidas, dar voz aos médicos, não nos podemos esquecer deles, afinal ensinam-lhes a salvar vidas e não para as tirar. E se a lei que prevê a assistência ao aborto num hospital público, irá interferir com o direito das mulheres que ao contrário querem ter os seus filhos. É sabido a falta de camas que há nos hospitais portugueses. Por tudo isto impõe-se uma discussão séria, com muita honestidade e reflexão. É urgente. Há gente a sofrer!
O COVEIRO DO COMUNISMO ENTERRA AGORA O CAPITALISMO
Lech Walesa, o líder histórico do sindicato solidariedade na Polónia, foi um acérrimo combatente contra o comunismo. Com a ajuda do papa João Paulo II, não há nada que se escreva de Walesa que não tenha uma menção ao papa, Walesa foi dos principais responsáveis pela queda do comunismo, com uma determinação incrível, tanto na Polónia como minando a U.R.S.S e todos os seus aliados. Tudo isto já é mais que conhecido de toda a gente, o que é de admirar é que um homem que tanto apregoou contra o comunismo, a favor do capital, agora diz que o capitalismo também não é solução para os problemas do mundo. Assim aquele que fez o funeral ao comunismo acaba por enterrar na mesma cova o capitalismo. Será que se converteu? Talvez por ter confraternizado com um dos seus piores inimigos de sempre, o presidente da Polónia Aleksander Kwasniewski. Walesa até tem tido alguns problemas internos no partido, que inclusivamente ameaçou abandonar caso o partido não comparecesse, como pretendiam alguns militantes, na homenagem do governo pelos 25 anos do sindicato solidariedade. Mas parece que tudo se resolveu pelo melhor, após alguns sapos engolidos. Ainda bem...
O ministro da justiça Alberto Costa afirmou que vai reduzir para apenas um mês as férias judiciais. Não è de estranhar que os juízes viessem logo opor-se com um monte de justificações. Dizem eles que na verdade não têm dois meses de férias porque no tempo que o tribunal está parado eles vão lá trabalhar para adiantar os processos. Então è estranho, pois se eles vão trabalhar qual è o problema de reduzirem o período de férias. Se vão trabalhar por que motivo se lhe há-de chamar férias. È bom chamar as coisas pelo seu nome, se estão a trabalhar não se pode dizer que sejam férias. A menos que gostem da confusão e da balbúrdia de não se saber se estão em descanso ou em trabalho. Em nome da transparência, os juízes devem ter só um mês de férias, se houver necessidade de os tribunais fecharem na mesma, que seja, mas nesse caso que seja explicito que têm um mês de descanso, como aliás qualquer cidadão. E já agora também os docentes não terão tempo de descanso a mais. Precisarão de tanto tempo para preparar o ano escolar?
Morreu com 64 anos um dos fundadores do GREENPEACE. Bob Hunter foi um homem que ao longo da sua vida nunca deixou de defender com grande coragem os princípios em que acreditava. Tudo começou em 1971 num pequeno barco em direcção ás ilhas Aleutas no alasca com o objectivo de impedir um teste nuclear dos Estados Unidos. Foi o inicio duma história de sucesso que ao longo dos anos organizou campanhas para salvar baleias, focas, golfinhos, impediu testes nucleares e mudou o mundo. Todos nós já vimos acções protagonizadas pelos activistas do greenpeace. Hoje o greenpeace está presente em mais de 40 países e tem mais de 2,5 milhões de membros em todo mundo. Hunter deixou a organização em 1981, dedicando-se à escrita sempre com uma grande preocupação com os assuntos respeitantes aos animais e ao ambiente. A humanidade precisa de mais pessoas com a criatividade e iniciativa de Bob Hunter. Descanse em paz.
Tanto se fala em liberdade, direitos humanos e igualdade entre homens e mulheres fazendo parecer que a Nigéria não faz parte deste mundo. Há anos que as mulheres nigerianas têm vindo a sofrer violentas sanções impostas pela charia (lei islâmica). Tem sido público alguns casos como o de Safyia Husaini, que em 2002 deu que falar em todo o mundo por ser condenada à morte por apedrejamento sob acusação de adultério. Na altura fez muita polémica surgindo manifestações e pedidos de clemência de toda a parte do mundo,depois estes casos passam e esquecemo-nos que estão sempre a acontecer casos semelhantes.Talvez se um dia as empresas petrolíferas nigerianas fecharem a torneira aos Estados Unidos eles entrem por ali a dentro e digam ao mundo que têm que invadir aquele país porque lá não se respeitam os direitos humanos e sobretudo os das mulheres. Na Nigéria existem dezenas de mulheres que são condenadas a punições rigorosas como o apedrejamento,amputação e açoitamento por ter cometido crime de adultério ou fornicação. A pena para fornicação è aplicada a mulheres que tenham relações antes de casar. A pena è de cem chibatadas para este crime. No entanto e como uma mulher não comete adultério sozinha, não há conhecimento de homens que tenham sido condenados. Nem sei se está previsto castigo para o homem que participa no crime da mulher. Outro atentado contra a integridade das mulheres na Nigéria è a mutilação genital feminina. Como pode ser que todo mundo assobie para o lado enquanto acontecem massacres deste género. Aproveito para lembrar que em Portugal, onde a interrupção voluntária da gravidez è crime, não tem legislação clara para este tipo de práticas. Já aconteceu em Portugal em 2002 haver noticias dessa prática no nosso território e nada foi feito por dificuldades legais. Tudo isto acontece também noutros países como a Mauritânia, Burkina Faso, Chad, Malí, Camarões, Senegal, Gana e em outros que não me lembro agora, e outros que nem sei. Enquanto isso dormimos descansados porque se está a democratizar o Iraque, Timor Lorosae e outros...
Faleceu ontem à noite no hospital da cruz vermelha durante uma intervenção cirúrgica o jornalista e locutor de futebol Jorge Perestrelo. Morreu aos 56 anos de enfarte de miocárdio quando era submetido a uma angioplastia. O locutor nascido no Lobito em Angola começou a sua carreira no rádio clube de Angola e depois de uma curta passagem pelo Brasil já estava em Portugal há quase 30 anos. Profissional de referência da rádio portuguêsa, era o locutor ideal para os grandes jogos para quem gosta de "ver" o jogo pela rádio. O Artur Agostinho que me desculpe mas o Perestrelo era o maior. Pelo seu estilo, pela sua forma de relatar e de dizer as coisas. Com o seu à vontade tratava o jornalismo desportivo por "tu". Ficarão com certeza na nossa memória as mensagens que mandava aos amigos pela janela da rádio e as observações nem sempre, quanto a mim, muito próprias, mas tudo isso fazia parte do seu estilo inconfundível e único. O ultimo golo que gritou foi o que deu a passagem do sporting à final da taça U.E.F.A. O homem de "ripa na rapaqueca" deixou-nos um vazio que jamais será ocupado. Para onde quer que vá, que a paz o acompanhe!
Há sempre quem encontre uma forma de explorar aqueles que menos se podem defender. Neste campo as instituições bancárias levam vantagem a qualquer outro sector. Mas o que mais me choca è a forma e o descaramento como o fazem. Agora o Western Union tem uma campanha publicitária onde pretende dar a conhecer um novo e proveitoso serviço financeiro. Agora para enviar dinheiro para o Brasil cobram apenas 4.95 euros por cada 100 euros. Que espectaculo. Ganham 5% em cada 100 euros e ainda tem o dinheiro em seu poder podendo fazer uso dele durante dois dias, o que financeiramente, e visto que falamos de muitos milhares de euros, è muito vantajoso. No entanto há outras empresas do sector que cobram mais. Quem precisa tem que se sujeitar ás condições, mas não deixa de ser um abuso. E com os governos a deixar que continuem a explorar aqueles que têm de deixar a sua terra para ter uma vida um pouco melhor. E esta situação acontece com todos os tipos de emigrante. Claro, parte do bolo também vai para o estado!
Ás vezes parece que os responsáveis do nosso país, para não ir mais longe, ou não percebem nada de politicas ambientais ou não têm grande interesse ou preocupação com as medidas que tomam, ou com as que não tomam. O que por vezes è bem pior. O estado que devia ser o primeiro a dar o exemplo, chega a ser o primeiro a dar o mau exemplo. As repartições de finanças não encaminham o papel para a reciclagem, tribunais e muitos outros organismos que deviam cumprir à risca as directivas, e não levam nada a sério. O estado devia criar regras rígidas e inflexíveis para os maiores produtores de residuos reciclaveis como os centros comerciais e todas as grandes superficies comerciais. Mas parece que o estado tem medo das grandes estruturas económicas. Mas o tema que eu queria focar agora è sobre dois aspectos que me parecem essenciais. O futuro do meio ambiente passa em grande parte pela educação das novas gerações. È necessário incutir-lhes o gosto e hábito de separar o lixo e de o colocar no ponto verde. No entanto torna-se uma tarefa difícil para um pai habituar o filho a pôr o lixo reciclável no ponto verde quando tem que ser o próprio pai a colocar no local respectivo porque uma criança não chega ao orifício onde se deve colocar o cartão, as pilhas, ou as embalagens. O mais que um pai pode fazer è habituar o filho a levar o saco até ao ponto verde. O resto, que também è muito importante, o gesto em sí, tem que ser o o adulto a completar. Mas não se fica por aqui. Um deficiente numa cadeira de rodas também não chega ás aberturas onde se deve depositar os materiais. Se houvesse mais preocupação com a forma como se facilita a educação ambiental talvez se obtivessem melhores resultados!
As notícias que vieram ontem a público são bem ilustrativas da promiscuidade que existe entre os poderes político e económico. Depois de uma tentativa frustrada por parte da Portucale em 1990 de construir um empreendimento turístico em Benavente,na altura e em condições muito parecidas com as actuais,estava Cavaco Silva no governo. Desta vez foi com o governo de Santana Lopes, mais propriamente os ministros da agricultura Costa Neves, o ministro do ambiente Luís Nobre Guedes e o ministro do turismo Telmo Correia a assinarem o despacho que autorizava o abate de 2600 sobreiros situados na Reserva Ecológica nacional. O despacho assinado a quatro dias das ultimas eleições considerava o empreendimento a construir na Herdade da Vargem Fresca como sendo de "relevante e sustentável utilidade pública". Pois só se considerarmos campos de golfe ou herdades para os ricos passarem férias como interesse público. Desde que seja a favor dos interesses económicos vale tudo. Com ministros destes não precisamos ter medo dos incêndios que eles abatem tudo se for preciso. Nesta altura estranho não ouvir o Paulo Portas vir reclamar que a competência è útil a Portugal, como tanto frisou durante a campanha eleitoral tentando desmarcar-se claramente da incompetência do seu parceiro de coligação. Neste processo que demorou apenas dois dias foi autorizado o abate dos sobreiros.A 7/3/2005 foi feito o padido de abate por parte da Portucale, a 8/5/2005 è publicado o despacho em Diário da República. Em apenas um dia o senhor Manuel Rebelo director da Circunscrição Florestal do Sul, deu andamento ao processo de autorização de abate, recebendo o pedido num dia e comunicando no dia seguinte ao requerente(a Portucale). Depois disto quem tem coragem de dizer que as coisas em Portugal demoram uma eternidade? O ministério público está agora a investigar o alegado tráfico de influências e a suspeita relação entre o CDS e o GES(Grupo Espirito Santo-proprietário da Portucale). Segundo foi noticiado hoje, Luís Nobre Guedes e Abel Pinheiro foram constituídos arguidos num processo que investiga o financiamento por parte do GES da campanha eleitoral do CDS. Todo este caso, pode até vir a provar-se não haver ilegalidade, è imoral e è demonstrativo de como pensam certos políticos, especialmente da direita, em que desde que seja para fazer dinheiro vale tudo. Enquanto não erradicarmos esta classe política que defendem os interesses do capital em vez de defender o interesse do país e dos cidadãos que è para isso que são eleitos, Portugal não vai para a frente. È pena que os portugueses não aprendam com estes casos e continuem sempre a confiar o destino do país a estes prepotentes que usam o poder não para servir o país mas sim para se servirem a eles mesmos.Enquanto for assim estamos mal.
Durante a homilia na missa do sétimo dia da Venessa Pereira, a menina cruelmente assassinada pelo pai e pela avó e encontrada no rio Douro, o padre Domingos Oliveira da paróquia de Lordelo de Ouro afirmou que era mais grave matar uma pessoa no seio da sua mãe do que uma menina de 5 anos. Contactado por uma rádio,reafirmou tudo o que havia dito e justificou dizendo que uma pessoa no seio da sua mãe "não se pode defender e uma menina de 5 anos pode reagir,chorar e gritar". È assim que pensa um representante de Deus, e é este tipo de coisas que diz na casa de Deus. È conhecido o fundamentalismo e o fanatismo que a igreja nutre contra o aborto e a eutanásia, mas este género de declarações por parte de um padre, num momento de pesar como aquele, não dignifica a imagem da igreja e não me parece que seja a postura mais indicada. Quem vai à igreja não vai certamente a contar com este discurso. A igreja devia correr com estes padres que não têm moral nem dignidade para falar em nome de Deus, nem classe para envergar a batina. A igreja católica precisa de uma grande reforma para pôr fim a este tipo de coisas. Precisa de coragem para pôr na ordem estas mentalidades que nada têm a ver com a moral e doutrina cristã. Vindas dum padre e com tamanha violência e desrespeito pelos presentes, estas palavras são puro terrorismo. Este homem não è de Deus Só uma besta pode fazer tal comparação perante a dor de quem vê partir uma criança de 5 anos da maneira trágica como foi.
Ao que parece o presidente da Comissão Europeia Durão Barroso vai ter de prestar declarações no parlamento europeu por causa das férias que passou no verão de 2004 com a sua família no iate dum milionário grego.Quando o jornal alemão "die welt" noticiou este caso, o parlamento europeu (dominado pela maioria do Partido Popular Europeu, "família politica" à qual faz parte Durão Barroso) entendeu não haver motivo para ouvir Barroso. No entanto, e depois de se saber que esse milionário que ofereceu a Barroso umas férias de 20 000 euros, tem ligações accionistas com uma empresa que veio a receber da União Europeia mais de 10 milhões de euros,74 eurodeputados subscreveram uma moção de censura para assim pedirem explicações a Barroso. Afinal parece que havia conflito de interesses. Na altura Barroso afirmou que Spiro Latsis (o milionário grego) era seu amigo de há muitos anos. Barroso já è reincidente nestes casos. Já antes esteve envolvido numa suspeita de conflito de interesses aquando da venda da Quinta da Falagueira a um preço muito abaixo do valor de mercado, a Vasco Pereira Coutinho que era irmão do milionário que meses antes tinha oferecido a Barroso umas férias numa ilha particular no Brasil com tudo pago e com direito a viagem em jacto particular. Se a moção fôr a votos e passar, a comissão Barroso cai, mas isso não deve acontecer porque o presidente da comissão tem o apoio da maioria PPE.
Hoje em conversa com um colega de profissão fiquei a saber a forma como o estado desperdiça muito dinheiro e beneficia alguns cidadãos em detrimento de outros. Ora esse individuo a quem vou "baptizar de zé" è militar na reserva e ao mesmo tempo colectou-se e está a trabalhar enquanto recebe o seu salário do exército. Isto para mim è uma grande injustiça por dois motivos fundamentais, por estar a receber do exército enquanto não exerce e tem outra fonte de rendimento, e/ou porque está a tirar a oportunidade a outro de exercer essa função. Das duas uma, ou era militar ou exercia o outro ramo de actividade. Está o estado a pagar um ordenado aquele individuo enquanto ele está a auferir outros rendimentos. Porque o exército mantem uma pessoa nessa situação? Se è dispensável desvincula-se do exército, se è necessário para servir a nação não há motivo para estar na reserva. Esta è quanto a mim uma situação insustentável e pesada para a nação.È preciso ter em conta que este caso não será único e terá um custo elevadissimo para o erário público,quando esse dinheiro podia ser canalizado para outros sectores muito mais necessitados que o exército como a área da saúde por exemplo.
Costa de Caparica, rotunda ao fim da Rua da Vitimas da Guerra Colonial, 10.30 da manhã de domingo. Na azáfama dos que fazem a primeira praia do ano e aqueles que vão ao mercado à procura das primeiras sardinhas encontramos aqueles que descansados da vida estacionam na rotunda para ir ali num instantinho ao quiosque comprar o jornal ou levantar dinheiro na caixa automática.O mais incrível disto tudo è ver o carro da polícia local passar como se nada se passasse. Acaba por se compreender quando um pouco mais à frente estão mais duzentos metros de carros estacionados sobre uma linha longitudinal amarela. Esta impunidade choca mais porque tem a conivência da própria polícia que devia andar a zelar pela segurança pública. Sinceramente não consigo encontrar explicação para este fenómeno. Mas o problema è geral e já que estou a falar de trânsito fica também uma achega para as linhas amarelas que supostamente seriam provisórias mas que ficam infinitamente no asfalto à espera que pintem outras que vêm anular essas sem se ficar a perceber quais è que são válidas.Posso dar dois exemplos muito concretos como são os casos da Avenida Infante D. Henrique na zona de Santa Apolónia,e a Avenida Joaquim António de Aguiar devido ás obras do Túnel do Marquês. Só para dar dois exemplos, porque poderia dedicar todo o meu site a este tema que tinha muito que dar ao dedo. Linhas paralelas e perpendiculares que já fizeram gastar tanto pneu e já aceleraram tantos corações. Palavras para quê? È o Portugal a que estamos habituados!
Teresa Machado, atleta olímpica corrida do Sporting Clube de Portugal, tem um palmarés invejável. Com 4 presenças olímpicas, no lançamento do peso e do disco foi campeã portuguesa por 56 vezes, bateu 43 recordes nacionais, foi tricampeã Ibero-Americana. Sempre ultrapassou muitas dificuldades para treinar, teve que treinar em descampados e terrenos baldios, mas não foi isso que a fez desistir. Actualmente tem um diferendo com o Sporting devido à rescisão unilateral que o clube levou a cabo para reduzir custos, e está a trabalhar como doméstica, lavando escadas e passando roupa a ferro. Agora interroga-se se valeu a pena dedicar 20 anos ao desporto para chegar a esta fase da sua vida e não ser recompensada. Infelizmente este não è o único caso que temos conhecimento. Aconteceu o mesmo a Albertina Dias, que a esmola lá lhe arranjaram um trabalho digno da sua carreira. È este o país que temos, que não estima aqueles que levam mais longe o nome da nação, que se esforçam e se dedicam, que abdicam, sobretudo, de muito ou de quase tudo e no fim o que è que recebem em troca?Qual a recompensa que o país lhes reserva? Ainda nos admiramos muitas vezes de encontrarmos atletas olímpicos dos países de leste a trabalhar na construção civil, e nos o que fazemos de diferente? Todos esses atletas em fim de carreira podiam ser aproveitados para dar formação a outros futuros campeões, a passar o seu bom exemplo e testemunho ás novas gerações.Mas obviamente esses lugares já estarão ocupados pelo primo do tio do cunhado do amigo do director "não sei quantos" ou do presidente do clube, ou da junta ou o diabo que os valha. No fim das contas o que conta è quem merece mesmo não conta para nada!
Afinal parece que a solução para o problema para a Bombardier será a expropriação. Depois de tantos avanços e recuos do estado, da CP da Siemens, e da própria administração da multinacional canadiana que por 4 vezes deixou acabar os prazos para um possível entendimento, dando claramente a entender que o seu objectivo era obviamente fechar as instalações da Amadora, depois do ex-ministro da defesa Paulo Portas ter afirmado que tinha salvo a Bombardier (antiga sorefame) e os postos de trabalho de 400 trabalhadores porque os carros blindados construídos pela Steyr para a Marinha e para o Exército seriam construídos em Portugal, agora vai tudo para a rua.O estado expropria parte dos terrenos e instalações(45%) por 4 milhões de euros os trabalhadores que se desenrasquem e acaba tudo assim. Cerca de 350 dos 400 trabalhadores já negociaram a rescisão do contrato tendo até alguns encontrado emprego. Dos restantes 50, 17 já têm lugar garantido no Metro e na CP. Como pode ser possível, com trabalho ferroviário garantido por mais 20 anos (Metro do Mondego, Metro de Lisboa, Fertagus e TGV), não ser viável manter abertas as instalações da Amadora. Teremos que importar todo o material circulante a empresas estrangeiras. È esta a política dos governantes portugueses. Cada vez temos menos capacidades e auto-suficiência em sectores chave da economia. Com empresas como a Sorefame e a Lisnave éramos dos maiores na metalomecanica. Com tantas crises em tantas áreas, qualquer dia Portugal só produz gente inútil!
Os mais velhos lembrar-se-ão certamente de José Torres, o "Bom Gigante" ou "45 tromba larga" como também lhe costumavam chamar. Ao serviço do Benfica, em 12 campeonatos marcou 152 golos, chegou mesmo a ser o melhor marcador do campeonato com 26 golos, foi 9 vezes campeão nacional, esteve em 3 finais da taça dos campeões. Pela selecção esteve no 3º lugar do mundial de 1966 em Inglaterra e como treinador no mundial de 1986 no México tendo sido apanhado no fogo cruzado entre jogadores e federação (o caso Saltilho), saindo dessa situação um pouco como o mau da fita. A sua carreira terminaria no Estoril-Praia. Depois de tantos anos ao serviço do clube da Luz, nem um tostão dos seus descontos deram entrada na segurança social, valendo-lhe para efeitos de reforma os descontos dos primeiros anos de trabalho numa serralharia. Do Benfica nunca recebeu qualquer homenagem, nem o reconhecimento que me parece justo depois de tudo o que fez e deu ao clube. Actualmente José Torres sofre dessa terrível doença-Alzheimer, que lhe rouba a vivacidade e a memória de tudo o que o fez feliz. Agora com 66 anos aguarda pacientemente que a morte o venha buscar, já que nada mais se recorda dele.
Kofi Annam escolheu António Guterres para Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Entre 8 candidatos de peso, como por exemplo Kamel Morjane ou Bernard Kouchner. Ao que parece a grande capacidade de diálogo, experiência governativa e o seu perfil solidário foram determinantes na decisão do secretário-geral. A escolha parece-me boa. Tinha que ser um socialista para fazer um trabalho no seguimento de Sérgio Vieira de Mello e não continuar na inércia do Ruud Lubers que foi obrigado a demitir-se devido à acusação por parte de uma colaboradora de assédio sexual. Agora resta esperar que Guterres cumpra com as obrigações que lhe são confiadas e não proceda como quando foi 1º ministro de Portugal. Boa sorte.
Outra vez o trauma do défice, outra vez o aumento de impostos para os mesmos do costume. Desta vez temos um défice de 6,83% do PIB. O 1º ministro anunciou que vai: Convergir o cálculo das pensões dos funcionários públicos que entraram até 1993 com os que entraram após essa data. Todos os funcionários que entrem para o sector público serão integrados no regime geral da segurança social. A idade de reforma dos funcionários públicos será actualizada para os 65 anos como os restantes trabalhadores do sector privado. as progressões automáticas ficam suspensas. Combater a tendência para a reforma antecipada dos funcionários públicos. Acabar com as reformas vitalícias dos corpos especiais dos cargos políticos, entre elas as reformas dos deputados. Eis algumas medidas que eu aplaudo. Quanto ao aumento do iva para 21%, do imposto sobre o alcool, tabaco e produtos petrolíferos, sou totalmente contra. Não podem ser os mais desfavorecidos a pagar os erros dos governos, ainda para mais que muitos desses erros beneficiam os que mais podem. O aumento do IVA vem agravar ainda mais as desigualdades sociais. Aumentem o IRC, tributem as mais valias bolsistas, a banca que pague os impostos à mesma taxa que as outras empresas. Isto de mudar o governo e as politicas continuarem as mesmas não pode continuar. Já os anteriores governos fizeram o mesmo, o governo "Barroso" previa um défice de 5% e prometeu baixar os impostos, quando chegou ao poder encontrou um défice de 4,1 e aumentou os impostos. Este governo também prometeu na campanha não aumentar os impostos e não vai cumprir. O mais caricato é que agora todos os economistas dizem que não estão surpreendidos, mas não disseram nada quando o anterior governo previu um défice inferior a 3%. Ou contribuíram para a burla de que o povo português foi vitima mais uma vez, ou não percebem nada do que andam a fazer. Tem que se pôr cobro a esta coisa de cada um poder ir à televisão dizer o que quer e lhe apetece ajudando para aterrorizar as pessoas, conforme, claro, aquilo que lhe convém. Neste momento em que escrevo estou a ouvir a discussão no parlamento, e é fantástico como os deputados do anterior governo se demarcam desta derrapagem do défice. Está a falar agora Nuno Melo do CDS e até parece que não faz parte dum dos partido que saiu do governo há poucos meses. Este não se deve lembrar que o seu partido que foi governo há pouco mais de dois meses é o responsável pela derrapagem, pelos buracos de 1500 milhões na saúde, de 599 milhões na segurança social, de 228 milhões na Caixa Geral de Aposentações... É assim que nós andamos de governo em governo, e ficamos cada vez mais atrasados. Continuam a fazer auto estradas sem ter dinheiro, e pontes e túneis, e depois ficam as empresas privadas a explorar e quem paga é o "Zé Povinho". P'rá malta não estranhar!
Não há economia que resista a tantas derrapagens e a tantas irresponsabilidades. Ainda está bem presente na memória de todos nós a bronca que foi o concurso de colocação de professores para o ano lectivo de 2003/2004. A trapalhada que deixou os cabelos em pé a alunos, professores e pais deixou muitas marcas. Para além dos 10 mil recursos de professores e de muitos inconvenientes, soube-se agora que os erros do Ministério da Educação custaram ao estado (leia-se "aos portugueses") nada mais nada menos que 20 milhões de euros. Isto è o que custa manter 992 professores em horário zero. Não estão neste número contabilizadas as despesas com a COMPTA, empresa que não conseguiu produzir em 4 meses as listas para a colocação de professores, e com a ATX SOFTWARE, a empresa que em meia dúzia de dias fez a lista dos 100 mil professores. Mais uma vez ninguém será responsabilizado. Nem a antiga ministra nem nenhuma empresa, nada. Entram ministros, saiem ministros, há buracos, há derrapagens, há favores, há de tudo um pouco, mas nunca ninguém paga pelos erros que comete. Acredito que no dia em que os políticos começarem a pagar pelo que fazem, teremos um país mais moderno, digno duma união monetária. Mas enquanto os políticos passarem incólumes de toda e qualquer situação e o pior que lhes acontece è pedirem a demissão e ficarem à espera que os amigos lhe arranjem mais um "tacho", podemos contar com um país em marcha lenta. A demissão é sempre a fuga para a frente de qualquer político que se preze. A oposição fica contente porque tem mais uma arma de arremeço com que bombardear e pronto. Ninguém é responsabilizado. É por estas e por outras que tais que cada vez damos menos crédito à classe politica e às instituições!
Quem habitualmente anda em Lisboa certamente que já se apercebeu da campanha publicitária levada a cabo pelo executivo camarário. São muitos, e quando digo muitos são mesmo muitos, os outdoors fazendo propaganda ás obras efectuadas pela câmara de Lisboa. Os munícipes que são os principais utilizadores das beneficiações que são feitas, não precisarão que lhes digam o que está a ser feito, pois têm contacto todos os dias com a cidade. Essa propaganda servirá melhor para mostrar aos milhões de pessoas que diariamente entram e passam por Lisboa, que nesta autarquia se fazem obras, colando claramente o partido que detém o poder autárquico da capital. Deveria ser proibido usar o dinheiro público para este tipo de publicidade. Quem sabe até se um dia não se vem a saber que a empresa que tem a seu cargo a já citada publicidade, não é de um dos primos do tio do cunhado do filho dum qualquer carola lá da câmara? Não me admirava nada. E outro problema é que se abriu um precedente. Já vemos deste tipo de campanha um pouco por todo o país, o que è lamentável. Lembro-me da ex-presidente da câmara de Sintra ser condenada por supostamente ter usado a revista da câmara para fins de propaganda em vésperas de eleições. Mas è o único caso que tenho conhecimento. Será que não há mais ninguém a tirar proveito dos meios do estado e o dinheiro dos contribuintes? Será? Não me parece. Mas é este o país que nós temos e os políticos que nós (salvo seja) elegemos. Palavras para quê!
Ao contrário de qualquer português que se preze, eu gosto e faço os possíveis por ter em dia as minhas contas com o fisco. Não obstante o fisco não desiste de me perseguir. Eu esclareço. Comprei casa em 2001, e como os meus rendimentos não ultrapassam uma determinada tabela a que não sei porque motivo não tive acesso, tenho isenção de I.M.I (imposto municipal sobre imóveis), antiga contribuição autárquica, nos primeiros 10 anos. Acontece que com a mudança de governo (para a era Durão Barroso), "as finanças" entenderam que eu não tinha direito a isenção. Tive que caminhar para as finanças de Palmela com todo o transtorno que isso pressupõe. Depois de algumas cartas ameaçadoras a informar-me que se eu não pagasse os mil euros por ano que me penhoravam alguns bens. Lá fiz prova que realmente ainda estava dentro do tal escalão, não sei qual, mas estou dentro e é o que importa. Há poucos dias recebi mais uma carta intimidatória informando-me de que tinha um processo fiscal em execução e que se não pagasse em 10 dias penhoravam-me os bens, incluindo o ordenado. Sem saber do que se tratava, pois tenho sempre as minhas contas em dia, lá fui eu de novo para mais uma aventura pela função pública. 9:00 da manhã, repartição de finanças de Palmela, o caos do costume. Várias pessoas que já estavam à espera desde as 8:00-8 e tal à porta da repartição. Depois de entrar e tirar a minha senha, qualquer dia sou prático nestas andanças, uma discussão das habituais: uma senhora reclama que -Esse senhor chegou depois de mim! A funcionária foi rápida a responder que -Este senhor tem um cartão de advogado. A diferença è essa! Logo depois um casal, a esposa grávida, mais um caso prioritário. O engraçado é que o assunto era do marido. Levantar cedo para ir para uma fila seja das finanças ou do que fôr nunca è agradável. Poucos minutos depois outra senhora que passa por toda a gente até ao balcão e "zás" é logo atendida. Escusado será dizer que também tinha um daqueles cartões que dá sempre jeito nestas alturas. 1 hora e algumas situações depois lá chamam o 27. Agora era a minha vez (se não aparecesse um prioritário,claro). A tal funcionária rápida de resposta não me respondeu com a mesma rapidez. Teve que ir perguntar a alguém que suponho fosse o "chefe". Afinal não era ali, era um IRS por pagar na Costa de Caparica. Não pode ser. Reuni todas as declarações e notas de liquidação e lá vou eu na manhã seguinte para as finanças da Costa de Caparica. Mais umas aventuras, contra tempos e mal-entendidos depois, fico a saber que a minha contabilista se atrasou 50 dias no pagamento do IRS do ano 2000, e então tinha uma pequena multa para pagar. Mas acontece que fui abrangido por um perdão fiscal, daqueles que os políticos arranjam de vez em quando para safar algum dos seus amigos que esses sim devem milhões de euros. E pronto, estive desde as 7 da manhã (tive que chegar aquela hora para fugir ao transito da A2) até ás 11:00 horas para ficar a saber que a minha contabilista se atrasou num pagamento há 5 anos atrás. Fiquei também a saber que afinal a Direcção Geral das Contribuições e Impostos não anda a dormir e descobre dividas, que afinal já não são dividas, com alguns anos e mesmo que seja de uma quantia tão irrisória que não dá para a despesa que têm para notificar o contribuinte em falta. Assim estou mais descansado, pois agora vai acabar a fuga e a evasão fiscal. Que bom. Só acho è que deviam certificar-se antes de espalhar o terror pelos contribuintes, se há matéria para execução fiscal ou não. Eh pá, vão mas è atrás dos que fogem ao fisco e dão prejuízos ao estado em milhões de euros e deixem da mão os cidadãos que cumprem com as suas obrigações!
Parece que o estou a ver com a mão no ar a dizer que garantia que até final da legislatura iria criar 150 mil novos empregos. È verdade que o 1º ministro Sócrates só lá está à quatro meses, mas com o rumo que as coisas levam não me parece que vá conseguir reduzir o desemprego, até porque o ministro das finanças já adiantou que o desemprego vai continuar a aumentar até 2007. Só na Função Pública estão em risco cerca de 40 mil postos de trabalho, com os Contratos Administrativos de Provimento, que na sua maioria terminam dentro de dois meses. Esta promessa, a da criação dos 150 mil postos de trabalho, era uma promessa eleitoral do eng. José Sócrates, promessa essa que cada vez está mais longe de se vir a cumprir. Esta a juntar à subida da taxa do IVA, aos hospitais que seriam para fazer mas já não são, já começa a ser muita coisa a não cumprir. E lá vem de novo a conversa do défice. São todos tão competentes mas nenhum consegue prever o número real do défice. São todos uns tretas. Pelo caminho que isto leva, estou a ver que tão cedo não vamos ter um governo que leve a legislatura até ao fim. Este começou bem, sem meter medo ás pessoas, mas já está a borrar a escrita toda. Deve haver lá no palácio de São Bento alguma moléstia que todos os governos que tomam posse ficam logo contaminados com a mesma doença. Talvez seja bem feito para os portugueses aprenderem, pois elegem sempre os mesmos como se não houvesse alternativas. Para mudar não basta mudar só as moscas.
Como é que pessoas sem ética nem pudor chegam ao poder e adoptam um discurso de solidariedade, sacrificios, e justiça social, mas na prática estão a fazer o oposto. O sr Ministro das Finanças revelou-se ser uma pessoa sem principios e sem sentido de estado, na medida que impõe sacrifícios aos portugueses mas não abdica dos privilégios que são injustos até na opinião do 1º Ministro. Diz o 1º Ministro que o estado serve para proteger os mais fracos e não para dar previlégios, e que algumas medidas que o governo está a tomar são de absoluta justiça. Os portugueses podem trabalhar até aos 65 anos, mas o senhor ministro que foi vice-governador do Banco de Portugal por meia dúzia de anos tem direito a 8 mil euros de reforma. Mais o salário de ministro que ronda a módica quantia de 7 mil euros o sr Campos e Cunha leva 15 mil euros para "casa" todos os meses. E não è o unico.Há mais e que representam maior peso para o estado. Desde há 30 anos para cá, imagino quanto é que o estado não gasta com todos os benefícios aos ex titulares de cargos públicos. Diz o ministro que a acumulação da reforma e do salário de ministro "è um direito legal e legitimo". Então e os direitos dos funcionários públicos não são direitos legais. E tem mais, a acumulação das duas verbas mensais do ministro podem ser legais, tenho que admitir isso, mas não são legitimas. Para ser legitima tinha que ser justa, tinha que ser merecida. Por isso esse previlégio do sr ministro è uma ofensa aos portugueses, é um desrespeito para com todos os contribuintes e sobretudo é imoral. Como se justifica que alguém trabalhe 6 anos e tenha direito a reforma. Nem estou a discutir o valor da reforma, isso fica para outra altura. Este ministro e os seus colegas de governo, assim como todos os políticos que são responsáveis por este assalto ao erário público, particularmente os politicos que tiveram responsabilidades governativas, deviam ser condenados por peculato. Isto è um roubo. Embora coberto pela lei não deixa de ser um roubo. O povo devia revoltar-se e aniquilar estes políticos corruptos e oportunistas.
PS e CDS juntaram-se ontem para chumbar o projecto de lei do BE sobre sigilo bancário. Uma medida que seria extremamente útil para o combate à evasão fiscal na medida em que o estado tinha maior controlo das contas daqueles que ganhando pouco têm casas e carros luxuosos, barcos e propriedades. Já há várias legislaturas que o BE tem vindo a lutar pela alteração da lei que protege os que lesam o estado .O PSD votou favoravelmente ao contrário do que já fez no passado. A diferença é que agora são oposição e na altura eram governo. Para proteger os seus amigos, PS e CDS uniram esforços para reprovar o projecto lei. Assim continuaremos a ver pessoas que até são mal pagas, com sinais exteriores de riqueza e nada nem ninguem lhes pode "pegar". Está a via aberta para continuar a fuga aos impostos e perder-se o rasto a tanto capital que devia ir parar ao fisco.
Fiquei hoje a saber que o Tribunal Constitucional trocou a sua frota de automoveis Pegeout's por BMW's. O negócio que ficou em 484 mil euros foi pago, claro está, com dinheiros públicos. Agora cada um dos 13 juízes do TC tem um BMW. A justificação para a troca da frota foi que os outros carros já tinham muitos Km's e gastavam cerca de 35 mil euros por ano em reparações. 35 mil euros em reparações para 13 carros só num ano?! Eu até fico doido com estas despesas. Tudo o que é organismos públicos gastam que se fartam, e depois vêm pedir para apertarmos o cinto. Eles è que precisam do cinto apertado e à volta do pescoço. Estes políticos são inimigos do povo.